Marcelo Torres

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Redes sociais vão para além dos próprios sites

06/01/2009 · Deixe um comentário

fonte: http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=15115
Escrito por: Rodrigo Martins

Em 2008, conceito de “social” saiu só das mãos de Orkut e Facebook e passou a estar em jornais e até campanha política.

As redes sociais saíram dos sites das redes sociais. Em 2008, quando o conceito de “social” deixou os domínios dos gigantes Orkut, Facebook ou MySpace, a síntese do novo momento foi a eleição do presidente norte-americano Barack Obama. Ele não só tinha o seu perfil no Facebook e no Twitter, como criou a sua própria rede social, nos moldes do Orkut.

Foi com seu “próprio Orkut” que Obama arregimentou seis milhões de pequenas doações, que não passaram de US$ 100. Foi por meio de sua rede também que ele colocou eleitores em contato com eleitores para que eles se organizassem e fizessem campanha espontânea para sua corrida à Casa Branca. Para sua mensagem se espalhar ainda mais, no Twitter e no Facebook, o candidato informava os eleitores.

A experiência de Obama também foi replicada em jornais, portais e até em games. OWall Street Journal e o Le Monde, por exemplo, montaram as suas próprias redes sociais, em uma tentativa de atrair os leitores com as ferramentas “a que eles já estão acostumados”. Portais brasileiros abriram espaço para blogueiros independentes, em uma forma de também trazer conteúdo ao qual as pessoas estão acostumadas na web.

Até os games foram atingidos pelo fenômeno. Um dos títulos mais aclamados do ano, Spore, no qual o jogador cria uma civilização, contou com um importante pé na internet: os gamers poderiam interagir entre si e trocar suas “criações”, como prédios e monstros, e depois modificá-los, em uma criação coletiva.

O movimento de expansão das redes sociais promete ganhar fôlego em 2009. E pelas mãos dos tradicionais gigantes. Em uma forma de aproveitar o momento, Facebook, MySpace e Google – o dono do Orkut – desenvolveram projetos para transformar qualquer site parceiro em “social”. Em breve, no site da CNN, por exemplo, será possível se logar com os dados do Facebook e saber quais dos seus amigos da rede social comentaram uma notícia por exemplo.

E vai pegar? Veremos em 2009.

O ANO DO TWITTER
QUANDO | O ano todo
WEB | tinyurl.com/2008-twitter
DETALHES | O site de microposts estreou em 2007, mas pegou mesmo neste ano, quando tornou-se febre com a possibilidade de postar de forma sucinta e compartilhar com os amigos que o “seguem” – também via celular. Misturando o conceito de blog com o de rede social, o Twitter cria um enorme blog coletivo formado por contatos que cada usuário escolhe – e assim foi sucesso em diferentes eventos (como na Campus Party ou no South by Southwest) e acontecimentos (como os ataques a Mumbai e a eleição de Obama). A popularidade, no entanto, foi cara ao site: spams no Orkut levavam para perfis falsos do Twitter e muitas vezes, o site não suportava a quantidade de usuários e, como o “no Donut for you” dos primórdios do Orkut, apresentava uma baleia branca como símbolo de sua falta de estrutura. Mas segundo o criador do Twitter, Evan Williams, que também criou o Blogger, esses problemas foram resolvidos.

ORKUT OU FACEBOOK?
QUANDO | O ano todo
WEB | tinyurl.com/2008-facebook
DETALHES | Mundialmente, 2008 foi o ano do Facebook no quesito redes sociais. Em junho, o site passou o MySpace em número de usuários. Agora, quer expandir seus domínios pela internet afora. Como outros gigantes das redes como o MySpace – só que, pela popularidade, visto como o mais promissor –, planeja parcerias com sites como CNN e Digg, o que permitirá tornar-se mais lucrativo e popular. Mas no Brasil a coisa muda de figura. O Facebook em português foi lançado em junho, mas não abalou o reinado do Orkut, que já tinha assimilado várias de suas inovações e, inclusive, passou por uma forte repaginação em 2008, como a possibilidade de ter aplicativos e alterar o infame azul-bebê do papel de parede.

10 ANOS DE BLOGS NO BRASIL
QUANDO | março
WEB | tinyurl.com/2008-blog10anos
DETALHES | O blog no Brasil comemorou dez anos desde o primeiro post do primeiro blog no Brasil, o Diário da Megalópole. De lá para cá, esse tipo de site transformou-se de “diarinho pessoal” em um espaço mais profissional, com cada vez mais colaboradores e a idéia de ganhar dinheiro. Só que não foi em 2008 que os blogueiros brasileiros começaram a se “monetizar” ainda, ganhando destaque na publicidade, embora um número cada vez maior de empresas já monte seus blogs corporativos e procurem blogueiros para apresentar seus produtos – e ganhar um post. Em 2008, o primeiro fanzine virtual brasileiro, o CardosoOnline, do gaúcho André Czarnobai (foto), também fez dez anos. Para a comemoração, foi lançado o site (nada modesto) www.inventamosainternet.com. Da mesma turma, Clarah Averbuck, teve a história de seu blog no filme Nome Próprio, de Murilo Salles, que estreou em julho.

MÍDIA SOCIAL
QUANDO | O ano todo
WEB | tinyurl.com/2008-nytimes
DETALHES | Veículos de comunicação mundo afora estão se tornando “sociais”. Tudo para ir ir atrás do leitor, esteja onde estiver. O New York Times, por exemplo, permite mesclar seu conteúdo com o Google Earth ou postá-lo em um blog. O Wall Street Journal e o Le Monde montaram redes sociais próprias – o último, inclusive, publica notícias enviadas pelos leitores. Já a CNN foi radical: lançou o iReport, um site em que qualquer um publica sua notícia e quem decide se ela é verídica não são jornalistas, mas o público.

BLOG x PORTAL
QUANDO | julho e outubro
WEB | tinyurl.com/2008-blogs
DETALHES | Os portais partiram para a caça de blogueiros independentes em 2008 no Brasil. Para tornar o conteúdo de seus sites “mais sociais e gerar uma comunidade”, o Yahoo, em julho, selecionou e “linkou” 108 blogs a partir de julho. Os melhores posts ganham chamada na capa. Já o Abril.com convidou 200 blogueiros para transferirem seus blogs para o portal. Só 100 aceitaram. Em ambos os casos, não há pagamento, apenas a promessa de visibilidade. Isso gerou polêmica.

TODOS QUEREM SER CASUAIS
QUANDO | O ano todo
WEB | tinyurl.com/2008-casuais
DETALHES | A explosão de sucesso da Nintendo fez com que muitas empresas mirassem direto no jogador casual, aquele que joga sem compromisso, apenas para se divertir. A EA lançou Spore, um simulador que permite que se crie uma civilização a partir de uma célula – que ainda conversa com redes sociais. A Microsoft começou um profundo processo de reposicionamento, que a fez buscar o jogador casual, como em Gears of War 2. Com Wii Fit, a Nintendo reinventou o que é casual, fazendo o jogador literalmente suar. E games musicais, como Guitar Hero e Rock Band, continuaram fazendo muito sucesso.

CERSIBON
QUANDO | abril
WEB | tinyurl.com/2008-cersibon
DETALHES | Um dos grandes “hypes” da internet brasileira em 2008 foi o blog Cersibon (www.cersibon.blogspot.com). O autor, Rafael Madeira, publica tirinhas com traços muito infantis, feitas no Paint, com legendas com erros de português propositais, criando uma linguagem própria. A moda se espalhou internet afora e Rafael até criou um blog para os fãs do Cersibon também publicarem suas tirinhas toscas, o www.cersifan.blogspot.com

ENCHENTES
QUANDO | dezembro
WEB | tinyurl.com/2008-enchentes
DETALHES | A solidariedade com as vítimas das enchentes em Santa Catarina, no fim de novembro, também foi para a web. Blogs e comunidades foram criados para informar os habitantes sobre pontos críticos de alagamento ou de desabamentos. Com a falta de comunicação, muitas pessoas publicaram seus próprios relatos, fotos e vídeos e ajudaram parentes a encontrar pessoas desaparecidas. Uma aula de jornalismo colaborativo, ainda que espontâneo.

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Urnas eletrônicas terão sistema Linux nas próximas eleições

04/07/2008 · Deixe um comentário

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu autorizar a substituição do sistema operacional VirtuOS e Windows CE de todas as 430 mil urnas eletrônicas, pela versão de software livre Linux, a ser desenvolvida pela equipe técnica do próprio Tribunal. O objetivo é conferir mais transparência e confiabilidade à urna eletrônica e ao processo eleitoral. O novo sistema estará em vigor nas próximas eleições municipais, em 2008.

A Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) sugeriu a adoção de um sistema
operacional baseado em software livre, adaptado para a urna eletrônica e que seja de propriedade da Justiça Eleitoral. A intenção é facilitar a auditoria do sistema operacional por parte dos interessados em se certificar que todos os sistemas são confiáveis e seguros, diminuir os custos de aquisição de novas urnas eletrônicas em virtude da utilização de um sistema operacional gratuito e, ter um único sistema operacional para simplificar e diminuir o custo de desenvolvimento, testes e homologação dos sistemas das urnas eletrônicas.

A equipe técnica do TSE, desde 2002, vem realizando testes para viabilização de uma solução de código aberto. Foi escolhido o sistema operacional Linux, software código-aberto (Open Source) cujo núcleo vem sendo desenvolvido e aprimorado desde 1991, quando o seu criador disponibilizou o código na Internet. Várias empresas como IBM, HP, Intel, Dell, entre outras, têm investido em código aberto. Atualmente existem mais de 450 distribuições diferentes no mercado.

Segundo a Secretaria, as vantagens da utilização do Linux na urna eletrônica são: padronização, pois é possível utilizar o sistema operacional Linux em todos os modelos de urna; transparência, por se tratar de um sistema operacional aberto, todo código-fonte está disponível ao público em geral e pode ser auditado livremente; independência, já que o desenvolvimento será realizado pela própria equipe técnica do TSE, não haverá dependência de fabricante ou fornecedor, muito menos haverá pressões mercadológicas para atualização de versão, nem dependência de políticas de licenciamento e suporte, como ocorre hoje.

Outros aspectos positivos são: a confiabilidade; o custo zero, pois não há pagamento de propriedade intelectual e de direitos autorais, pois não requer qualquer licença; e sua adaptação às necessidades da Justiça Eleitoral, uma vez que conterá somente o necessário para o funcionamento da urna. A manutenção ou qualquer alteração poderá ser feita internamente e com muita rapidez, sem a necessidade de intervenção do fabricante ou fornecedor.

Essa substituição, por fim, aumentará a credibilidade das eleições, pois a substituição dos atuais sistemas operacionais utilizados por Linux é um fator facilitador para apresentação do sistema na íntegra, incluindo o núcleo, sem as dificuldades impostas pela propriedade intelectual dos criadores.

fonte:http://www.paraiba.com.br/

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Alerta! E-mail falso da Gol…quase fui vitima

19/01/2008 · 2 Comentários

Acabei de tomar um susto quando abrir minha conta de e-mail, recebi um e-mail da “Gol Linhas Aérias Inteligentes” dizendo que eu tinha comprado uma passagem no valor de R$ 725,80 com partida de Florianópolis e destino á Salvador, vejam um Print-screen que tirei do e-mail:
Clique na imagem prara amplia-lá

Logo notei a falsidade do e-mail, porque:

  • O endereço de e-mail era esse: jmarquesferrari@globo.com, desde quando um e-mail da Gol iria vir como “globo.com”
  • O Link para cancelar o pedido não era igual ao site da Gol – voegol.com.br, era voegolcheckin.com.br…
  • E não tinha o meu nome, apenas tinha ‘Sr(a)’

A companhia esclarece que não faz parte da sua política enviar e-mails sobre promoções de passagens aéreas com links de acesso ao site ou arquivos anexos para download.

fiquem muito atento!!! ok?!

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Microsoft admite vender códigos-fonte confidenciais…

23/12/2007 · Deixe um comentário

Fonte : tecnologia.terra.com.br

Com suas opções legais esgotadas, a Microsoft se curvou hoje à pressão da Comissão Européia e aceitou pela primeira vez vender alguns de seus códigos-fonte confidenciais a concorrentes por um valor simbólico, pondo fim a uma prática adotada 32 anos atrás, a criação de sistemas fechados a fim de reforçar suas vantagens competitivas.

Em uma decisão sem precedentes com amplas implicações para o mercado mundial de servidores, que movimenta US$ 50 bilhões ao ano, a Microsoft acatou os termos da decisão promulgada em 2004 pela Comissão no sentido de que deve vender os protocolos de software de servidores, as chaves digitais de que os rivais da empresa necessitam para permitir que seu software funcione com o da Microsoft – por um valor mínimo.

O acordo negociado por Neelie Kroes, comissária européia da competição, e Steven Ballmer, o presidente-executivo da Microsoft, permitirá que os concorrentes da companhia ¿ de empresas mundiais como IBM, Sun Microsystems e Network Appliances a pequenos produtores de software independente – criem e vendam software para servidores capaz de integração completa aos produtos Microsoft, o que segundo os analistas do setor abriria novas e grandes oportunidades de venda.

“Trata-se de um imenso avanço”, disse Georg Greve, presidente da Free Software Foundation-Europe, um grupo que contestou a prática da Microsoft de usar protocolos confidenciais em seus servidores. “A Microsoft enfim vai fazer o que a Comissão ordenou. Isso nivelará o campo de jogo”.

A Microsoft já pagou quase um bilhão de euros (US$ 1,43 bilhão) em multas desde a decisão inicial da comissão, e pode ter de pagar mais 1,6 bilhão de euros, um montante que começou a se acumular em dezembro de 2005, a data limite para que a empresa fornecesse os protocolos. Kroes afirmou que decidiria antes do final do ano se a Microsoft deve pagar as multas adicionais.

Kroes anunciou o acordo pouco depois de completar-se um mês desde que o segundo mais alto tribunal europeu, a Corte de Primeira Instância, do Luxemburgo, rejeitou, em 8 de setembro, o apelo da Microsoft contra a decisão da Comissão em 2004, de acordo com a qual a empresa teria violado as leis antitruste européias a fim de conquistar vantagem desleal nos mercados de software para servidores e players multimídia.

“As mudanças nas práticas de negócio da Microsoft, em especial com relação aos criadores de software de fonte aberta, afetarão profundamente o setor de software”, afirmou Kroes em comunicado. “As repercussões dessas mudanças começarão agora e continuarão por anos”.

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